Archive for the ‘Poesia’ Category

Os fariseus querem que os outros sejam perfeitos, Exigem-no. Não sabem falar de outra coisa. Mas Eu sou menos exigente, diz Deus. Porque Eu sei bem o que é a perfeição e não a exijo tanto aos homens. Precisamente porque Eu sou perfeito e não há em Mim mais do que perfeição, não sou tão […]

Este poema tem por tema a hora passageira de uma vida, A hora que me toca e foge _ Uma vida, pois _ Mas tu sabes, meu Amigo _ Para te amar Não tenho outra, apenas esta _ instante, e sem depois. Oh|, eu amo-te, Jesus! É para ti que minh’alma voa, Só por hoje, […]

  O Cristo não é um belo episódio da história ou da fé:  nem o clavicórdio nos dedos da luz, nem o monocórdio chamado da Cruz. O crucificado chamado Jesus é o encontro marcado entre a solidão e o significado  do teu coração: de um lado teu medo, teu ódio, teu não; do outro […]

Chora de manso e no íntimo… Procura Curtir sem queixa o mal que te crucia: O mundo é sem piedade e até riria Da tua inconsolável amargura. Só a dor enobrece e é grande e é pura. Aprende a amá-la que a amarás um dia. Então ela será tua alegria, E será, ela só, tua […]

Um vento impetuoso que ninguém sabe de onde vem Penetra na sala rústica onde estão os apóstolos, Sopra sobre todos, entra neles de alto a baixo; Há uma transfusão de almas, inesperada. O vento sopra mais, divide-se em línguas de fogo, Abre o espírito dos homens, renovando a terra. O vento continua implacável, a soprar, […]

Tenho medo de ficar sozinha,Minha mãe sai pela portaE eu fico encolhidinha.  Clara de Souza, 3 de maio de 2016 Imagem:”Esta menina perdeu a mãe na guerra. No pátio do orfanato desenhou-a com giz e aconchegou-se num colo que não existe mais, deixando fora as sandálias para respeitá-la, como manda a cultura oriental ao se […]

Ah, tudo é símbolo e analogia! O vento que passa, a noite que esfria São outra cousa que a noite e o vento — Sombras de vida e de pensamento. Tudo que vemos é outra cousa. A maré vasta, a maré ansiosa, É o eco de outra maré que está Onde é real o mundo […]

Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam o morto distraídos Estavam todos voltados para a vida Absortos na vida Confiantes na vida. Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado Olhando o esquife longamente Este sabia que a vida é uma agitação feroz e […]

(Para Sérgio de Souza, Rafael Guedes e Jessé de Almeida Primo) Até quando silenciareis, meu Senhor e meu Deus? Até quando? Bem sei que as aves do céu, as feras do campo e a [brisa da Tarde Entoam continuamente o vosso Nome! Mas tenho sede de vossa Voz, Supremo Rei! De vossa Voz tempestuosa e […]

                                      O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos E foi morrer na gare de Astapovo! Com certeza sentou-se a um velho banco, Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso Que existem em todas as […]


"A religião não era o ópio e sim a poesia da humanidade".

(Harold Bloom sobre Flannery O'Connor).

  • alice franca leite EX´-Cafezeiro: Gosto demais dos autores católicos como Lucio Cardoso:passei mais de 3 anos ruminando o seu Diário [...]
  • sergio: Olá querido, Enzo! Tudo bem!Seu blog faz muita falta! Era charmoso e sofisticado! Uma raridade na b [...]
  • Enzo Potel: Oie, Sérgio! Tudo bom? Sempre bom voltar a seu blog e encontrar alguma menção à Flannery O´Co [...]
  • sergio: Delma, Minha esposa tem um blog. Como esse assunto é mais fácil de ser tratado de mulher para mul [...]
  • sergio: Dailza, Minha esposa tem um blog. Como esse assunto é mais fácil de ser tratado de mulher para mu [...]