Posts Tagged ‘georges bernanos

  Com a crise da Igreja, muitas paróquias se parecem e quase todas são devoradas pelo espírito da irreverência. Atualmente, muitas delas se tornaram um modelo reduzido do mundo moderno. Isso nos faz pensar que todas são assim. Mas não são. A crise é ampla, mas não afeta a Igreja inteira. Há muitas paróquias que […]

“Cada rua, atravessada no tumulto e no deslumbramento, tão logo deixada, vos segue na sombra com uma queixa horrível, pouco a pouco ensurdecida, até o limite de um outro tumulto e um outro deslumbramento, que logo junta à outra a sua voz dilacerante. E ainda, não é essa palavra “voz” que eu deveria escrever, pois […]

Os meus escritores católicos? Georges Bernanos, a cólera sagrada, Graham Greene, a ética paradoxal, Flannery O’Connor, a brutalidade benigna. É justo chamar-lhes “escritores católicos”, na medida em que dificilmente se entende o que escreveram sem uma compreensão mínima da mundividência cristã e da sua declinação católica. Três escritores da “graça”, do espírito soberano, irreprimível, insondável, […]

                                          O teu Deus te ungiu com o óleo da cólera mais do que a teus companheiros. Reergue pois tua fronte, qual boi selvagem e afugenta o inimigo. Do fundo da alma, ó bardo, arranca […]

A Fernando Carneiro O primeiro sentimento que me veio, quando Fernando Carneiro me comunicou por telefone a morte de Bernanos, foi uma falta enorme, instantânea, brusca, como se aquele homem que apenas encontrara meia dúzia de vezes, e que se achava perdido para mim, “somewhere in France”, estivesse ligado à minha vida com os vínculos […]

Alvaro de La Rica Bernanos fue, para alguien tan aparentemente en sus antípodas como AndréMalraux, “el mejor novelista de nuestro tiempo”. Han sido muchos antes y ahora los que han alabado su genio, al mismo tiempo brusco y poderoso. Pero fue un novelista, ya entonces, políticamente incorrecto. Como lo es hoy. Alguien con un pie completamente fuera […]

Os padres Antigamente, por exemplo, a tradição prescrevia que um discurso episcopal nunca devia se encerrar sem uma prudente alusão – convicta, é claro, mas prudente – à perseguição próxima e ao sangue dos mártires. Hoje em dia, essas predições vão se tornando cada vez mais raras. Provavelmente, porque sua realização parece menos incerta. … […]

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Lêdo Ivo Quand je serai mort, dites au doux royaume de la Terre que je l’aimais plus que jê n’ai jamais osé dire. (GEORGES BERNANOS) Foi nos cafés das estações ferroviárias que Georges Bernanos, corretor de seguros, iniciou a sua vida literária. No intervalo das pequenas viagens de trem, ele escrevia Sous le Soleil de […]

“Minha paróquia é uma paróquia como todas as outras. Todas a paróquias se parecem. As paróquias de hoje, naturalmente. Eu dizia ontem ao pároco de Norenfontes; o bem e o mal devem ficar em equilíbrio nelas, sóque o centro de gravidade está lá embaixo. Ou se preferir, os dois se sobrepõem nelas sem se misturar […]


"A religião não era o ópio e sim a poesia da humanidade".

(Harold Bloom sobre Flannery O'Connor).

  • alice franca leite EX´-Cafezeiro: Gosto demais dos autores católicos como Lucio Cardoso:passei mais de 3 anos ruminando o seu Diário [...]
  • sergio: Olá querido, Enzo! Tudo bem!Seu blog faz muita falta! Era charmoso e sofisticado! Uma raridade na b [...]
  • Enzo Potel: Oie, Sérgio! Tudo bom? Sempre bom voltar a seu blog e encontrar alguma menção à Flannery O´Co [...]
  • sergio: Delma, Minha esposa tem um blog. Como esse assunto é mais fácil de ser tratado de mulher para mul [...]
  • sergio: Dailza, Minha esposa tem um blog. Como esse assunto é mais fácil de ser tratado de mulher para mu [...]